Novas histórias para a Prainha

“Olha ali, a Prainha iluminada!”. Eu estava encantada em ver aquela cena. Deveria estar magoada pela demora que levou aquele lugar a ficar fechado por tanto tempo. Deveria estar querendo entender porque, depois do sucesso do Ramiro Ruediger como espaço de lazer, a Prainha não se tornou prioridade máxima. Mas, não. Eu só estava feliz. Continuar lendo “Novas histórias para a Prainha”

Respeite o meu 1kg de força

Tô chegando aos 30 e resolvi sair do sedentarismo de uma vez por todas. Já tentei pilates e hidroginástica. Mas, no fundo, sempre soube que eram atividades mais voltadas para o meu condicionamento emocional do que físico, já que era minha chance de ter a minha mãe só pra mim por uma hora sem me sentir uma criança de novo. Dessa vez, estou encarando sozinha o meu maior pesadelo: o combo marombados + música ruim + exercícios entediantes e doloridos. Continuar lendo “Respeite o meu 1kg de força”

Três mulheres: passado recente, presente e futuro

Luisa, Eliza e Ana Maria têm idades diferentes. São 5 anos, 2 primaveras e 10 dias, respectivamente. Pra qualquer um, são crianças que descobrem o mundo – cada uma na sua fase e ao seu jeito. Em mim elas provocam, entre brincadeiras e choros, um transporte ao passado e uma preocupação imensa com o futuro. Continuar lendo “Três mulheres: passado recente, presente e futuro”

Uma lâmpada queimada às vezes nos cega para o pisca-pisca inteiro

Todo mundo sente que falta alguma coisa. Tem para quem seja o reconhecimento de um trabalho árduo, para quem pareça que o mundo não escuta e para quem só gostaria de se aninhar no silêncio. Tem quem sinta falta do ócio e quem deseje por tudo o que é mais sagrado uma agenda completa. Continuar lendo “Uma lâmpada queimada às vezes nos cega para o pisca-pisca inteiro”

Carta para Ana Maria

Eu queria aproveitar o cansaço (que, ao contrário do que vive a sua mãe, não é físico, mas emocional) pra te dar boas-vindas, Ana Maria. Esse mundo, que você até hoje habitou no quentinho do ventre, às vezes cansa. Mas é bonito demais e hoje, quando me dei conta que agora estás aqui, ficou ainda mais leve. Continuar lendo “Carta para Ana Maria”